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Moradores alertam para infestação de escorpiões em Guarulhos

Com a aproximação do verão, a umidade e o clima quente tornam-se condições favoráveis para a proliferação de escorpiões nos ambientes urbanos.
Ao menos 10 moradores de bairros como Jardim Fortaleza e Vila Rica relataram ao Guarulhos.BIZ que encontraram escorpiões em suas residências.
De acordo com especialistas, é importante adotar medidas como eliminar material de construção, entulho e folhas secas nas proximidades da casa, inclusive no quintal; manter jardins e terrenos baldios limpos; acondicionar o lixo doméstico em sacos plásticos fechados e em recipientes com tampa para evitar proliferação de insetos, principalmente baratas, que é o alimento principal do escorpião.
Vedar frestas, buracos em paredes ou assoalhos, ralos de pias e tanques, afastar a cama da parede e vistoriar roupas e sapatos antes de vesti-los pode auxiliar a evitar acidentes.
Os escorpiões têm hábito noturno e preferem abrigos em locais sombreados e úmidos. Os mais comuns são os do tipo amarelo (Tityus serrulatus) e marrom (Tityus bahiensis), que vivem entre três e quatro anos.
Crianças e idosos são mais sensíveis ao veneno de animal. As reações variam de uma dor leve e inchaço até alterações na respiração e nos batimentos cardíacos e convulsões.
Em Guarulhos, o desenvolvimento de ações para a prevenção e o controle de pragas é responsabilidade do Centro de Controle de Zoonoses que fica na R. Santa Cruz do Descalvado, 420. Solicitações devem ser feitas pelo telefone (11) 2436-3666.

Qual a diferença entre animal peçonhento e venenoso?

Animais Peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente, ou seja, possuem um mecanismo qualquer que os permite injetar seu veneno no organismo de outro animal. Bons exemplos são: algumas serpentes que possuem os dentes ocos ligados a glândulas de veneno e estes são usados para inocular veneno (ou peçonha) que algumas vezes podem até matar; escorpiões que injetam o veneno produzido na glândula de do aguilhão; as abelhas que usam o ferrão para picar e injetar o veneno no “inimigo” e por aí vão mais exemplos como aranhas, arraias, etc.

Animais Venenosos são aqueles que produzem as substâncias tóxicas (veneno), mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões, aguilhões, esporões), e por isso, dependem da situação para usá-las. O envenenamento pode ser passivo por contato como a lagarta taturana que possui pêlos por onde secretam veneno com um simples contato; pode ser também por compressão, como o sapo que necessita de apertar as glândulas localizadas no dorso perto da cabeça ou por ingestão como o peixe baiacu que possui toxinas em vários tecidos do corpo como fígado, brânquias, intestinos e podem causar envenenamento caso seja ingerido.

No caso dos sapos, vale a pena lembrar que aquele líquido que este animal esguicha numa situação de perigo e stress não é veneno. O que ele faz é esvaziar a bexiga sobre o agressor na intenção de assustá-lo, mas a urina não é tóxica. Os sapos não liberam veneno a menos que este seja pressionado. Mas ele é esperto: quando está em perigo, infla os pulmões e isso faz com que as glândulas de veneno fiquem mais expostas, com isso, caso um predador encoste, o veneno será liberado!

Acidentes com animais peçonhentos crescem 157% nos últimos dez anos


O Ministério da Saúde alerta que as notificações de acidentes com animais peçonhentos cresceram 157% na última década. Em 2011, foram mais de 139 mil ocorrências com 293 mortes.
Entre os meses de novembro e março, esse tipo de acidente aumenta tanto na zona rural como nas cidades. De acordo com o ministério, são inúmeras as causas, entre elas as chuvas que levam os animais a sair dos esconderijos e tocas, como escorpiões, aranhas e serpentes, e ainda coincide com o período reprodutivo de alguns deles. O desequilíbrio ecológico é outro motivo para o deslocamento dos animais para dentro das casas, em busca de local seco e comida.

 
Eco Harmonia