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Matriz de Risco - para avaliação de risco

Reflexão sobre algumas ferramentas para avaliação de risco  que poderiam ser utilizadas na gestão de risco das barragens de mineradoras e na prevenção de acidentes.



Entre diversas ferramentas encontradas para avaliação de riscos o cruzamento entre probabilidade e severidade nos auxiliam muito para prevenir e evitar acidentes.
Ao olhar para o caso das Barragens de Mariana e de Brumadinho as probabilidades de rompimento da barreira mesmo se fosse considerada mínima a severidade é intolerável.



Risco Inicial ou Risco Puro 

Probabilidade X Severidade 

Exemplo :

  • Severidade 4
  • Probabilidade 3
Risco Puro S 4  X   P 3  = Nível do Risco 12

Medidas de Controle para reduzir Risco:
  • Controles de Engenharia
  • Controle Administrativos  


FMEA - Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos é uma ferramenta para avaliação de risco que  utilizam  como base a probabilidade, severidade e capacidade de detecção;
A capacidade de detecção são de extrema importância neste processo, como: detectores de vibração, histórico de rupturas e vazamentos, laudos, sistema de alarme etc...

Probabilidade de Incidente:

RARO
Nunca ocorreu e/ou não é esperado que ocorra nos próximos 30 anos de operação.

IMPROVÁVEL
Pode ter ocorrido uma vez durante o período de operação e/ou pode ocorrer nos próximos 30 anos.

POSSÍVEL
Ocorreu uma vez durante a operação e/ou pode ocorrer nos próximos 5 anos.

PROVÁVEL
Ocorreu algumas vezes durante a operação e/ou é esperado que ocorra no próximo ano.

QUASE CERTO
Ocorreu diversas vezes durante a operação e/ou é esperado que continue ocorrendo no futuro.


Fontes : Rogerio Godoy Princiotti - 
Ecoharmonia e Segurança do Trabalho em Ação

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO AMIANTO

Uma Abordagem da Saúde do Trabalhador



Por ocasião do I Seminário Internacional do Amianto: uma Abordagem Sócio-Jurídica, ocorrido em Campinas/SP, houve a discussão da questão do amianto sob o enfoque social e jurídico. Social, diante da necessidade de alertar a sociedade brasileira sobre os riscos do amianto à saúde humana e da viabilidade de substituição da fibra cancerígena por tecnologias ambientalmente menos agressivas; jurídico, porque remanescia a discussão nos Tribunais sobre a constitucionalidade do uso do amianto crisotila no país, a despeito dos compromissos assumidos pela República Federativa do Brasil quando da ratificação das Convenções 139 e 162 da Organização Internacional do Trabalho.

O texto de abertura do website daquele evento iniciava-se da seguinte forma:“O debate sobre o amianto e suas consequências nefastas à saúde humana não é recente e ainda está longe de ser esgotado”. Passados menos de dois anos da realização do I Seminário Internacional do Amianto, é possível afirmar que as discussões em torno da questão evoluíram adequadamente e de maneira muito favorável à defesa da saúde da população, a ponto de, ao menos no plano jurídico, inexistirem dúvidas sobre a inconstitucionalidade do uso do amianto crisotila no nosso país. As recentes decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade 3937 e 3406, não deixam margem à dúvida: a questão do amianto foi definitivamente extirpada do mundo jurídico brasileiro.

A afirmação, embora juridicamente válida, muda a vida do trabalhador brasileiro acometido por Doenças Relacionadas ao Amianto – DRA? Como será o acolhimento e o tratamento deste trabalhador nos serviços de saúde? Conseguiremos, finalmente, pôr fim à invisibilidade desses cidadãos, criando sistemas de registro de doenças asbesto-relacionadas? Essas são algumas das questões que sobrevêm na atual conjuntura brasileira: a fase pós-banimento amianto.

A situação incomum vivenciada em nosso país, onde diversas questões, inclusive relacionadas à saúde da população acabam sendo definidas pelo Poder Judiciário, exige uma maior integração entre o mundo jurídico, o universo científico e a realidade social. Contudo, poucos são os espaços onde essa diversidade de saberes podem se encontrar e se integrar. Por essa razão, o II Seminário Internacional do Amianto: uma Abordagem da Saúde do Trabalhador, propõe que as barreiras sejam transpostas, com a aproximação de realidades tão distintas, mas ao mesmo tempo, tão próximas.

O reconhecimento da inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da lei que permitia a exploração econômica do amianto crisotila enseja celebração, pois é fruto do trabalho incansável dos movimentos sociais e sindicais, que se ergueram e permaneceram firmes desde a década de 1980, a destacar-se a ABREA e o DIESAT, aos quais se agregaram diversos atores sociais ligados à Saúde Pública e Coletiva, além do Ministério Público do Trabalho, os órgãos de classe da Magistratura do Trabalho e dos Procuradores do Trabalho.

Porém, devemos ter a consciência de que ainda há muito por fazer. Dessa fase pós-banimento do amianto, em que consolidamos um olhar multidisciplinar refinado e sensível para a relação entre os processos produtivos e as DRA, fica a responsabilidade de deixar um legado para as próximas gerações, que significa ampliar a percepção para os múltiplos riscos à saúde presentes no mundo do trabalho brasileiro, fortalecendo a certeza de que os esforços coletivos são capazes de realizar a mudança que almejamos ver em todas as dimensões na sociedade brasileira.

Sustentabilidade


O que é sustentabilidade, conceito, desenvolvimento sustentável, gestão sustentável, meio ambiente, ações
Sustentabilidade: desenvolvimento presente garantindo o futuro das próximas gerações

Conceito de sustentabilidade 

Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, a sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Ações relacionadas a sustentabilidade

- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário. 

- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.

- Ações que visem o incentivo à produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

Combustíveis Fósseis

Os combustíveis fósseis incluem o petróleo e seus derivados, o carvão mineral e o gás natural, todos formados pela decomposição de organismos vivos.

Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Combustíveis

Refinaria de petróleo onde são obtidos os derivados deste que é o combustível fóssil mais usado atualmente

Atualmente a maior parte da demanda mundial de energia (cerca de 75%) é suprida por meio da utilização de combustíveis fósseis, que são aqueles originados da decomposição de organismos animais e vegetais durante milhares de anos em camadas profundas do solo ou do fundo do mar. Os principais combustíveis fósseis são o petróleo, o gás natural e o carvão.

O uso dos combustíveis fósseis começou principalmente em meados do século XVIII com o advento da Revolução Industrial. O primeiro combustível fóssil que se tornou a fonte de energia mundial mais importante foi o carvão mineral, também chamado de carvão natural. Nessa época, o calor gerado na sua queima era utilizado na produção de vapor que movimentava máquinas, locomotivas e navios.

O carvão mineral é formado pela fossilização da madeira, que vai perdendo água, dióxido de carbono e metano com o passar do tempo, o que produz uma mistura de substâncias complexas ricas em carbono.

No entanto, havia vários inconvenientes, como a dificuldade no transporte, as cinzas que ficavam como resíduos e, principalmente, o fato de ser altamente poluente porque possui muitas impurezas, entre eles o enxofre. Assim, ao ser queimado, além dos produtos normais oriundos da combustão que falaremos mais adiante e que já geram poluição, o carvão mineral libera também grande quantidade de óxidos de enxofre que reagem com a água da chuva e formam a chuva ácida.

Hoje o carvão corresponde a 6% da oferta de energia primária no Brasil.

O carvão mineral é um combustível fóssil

20 empresas-modelo em responsabilidade socioambiental

1. Alcoa busca a sustentabilidade no setor de mineração

(Divulgação)
São Paulo - A maior fabricante de alumínio do mundo, a americana Alcoa, tem se destacado, também, quando o assunto é sustentabilidade no mundo dos negócios. Preocupada em conciliar desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente, ela explora, há pouco mais de um ano, uma mina de bauxita no município de Juriti, no coração da Floresta Amazônica, com técnicas que minimizam os impactos ambientais. O objetivo da empresa é transformar Juriti em referência de atuação socioambiental no setor de mineração. Para isso, a empresa criou um conselho especial para discutir com as comunidades locais e o poder público o desenvolvimento do município, além de um fundo de financiamento de ações sociais na região. Com essas frentes de diálogo, a Alcoa consegue reduzir seu impacto no meio ambiente e garantir benefícios sociais duradouros nas regiões onde atua.

2. Amanco investe em materiais de menor impacto ambiental

(Divulgação)
São Paulo - Em busca de matérias-primas menos poluentes, a fabricante de tubos e conexões Amanco inovou na formulação de seus produtos com o uso de tecnologias mais limpas. Um destaque da empresa foi a substituição do solvente tolueno, que pode causar dependência nos trabalhadores que inalam seu vapor, por outro de menor impacto para a saúde e para o meio ambiente. Pela iniciativa, a empresa ganhou em 2009 o selo Sustentax, que certifica produtos sustentáveis. De lá pra cá, num esforço de engenharia de materiais, a empresa também alternou a fórmula de outros de seus produtos, como os estabilizantes, que deixaram de levar chumbo em sua composição, eliminando riscos de intoxicação pelo metal entre seus funcionários. 

Trump anuncia saída dos EUA do Acordo de Paris

O presidente americano fez o anúncio na tarde desta quinta-feira e disse que o país está disposto a negociar novos termos
1 jun 2017, 19h12 - Publicado em 1 jun 2017, 17h22

Trump: a decisão coloca o país ao lado de Síria e Nicarágua como as únicas nações do mundo a não participarem do acordo (Kevin Lamarque/Reuters)

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país irá se retirar do acordo climático de Paris, seguindo o compromisso que fez durante sua campanha presidencial. A decisão foi anunciada pelo republicano durante coletiva nos jardins da Casa Branca nesta quinta-feira, 01.

“Estamos saindo”, disse Trump em uma cerimônia na Casa Branca, quando criticou os encargos financeiros do acordo de Paris.

“Para cumprir o meu dever solene de proteger a América e seus cidadãos, os Estados Unidos se retirarão do acordo climático de Paris”, declarou Trump.

TELHAS SOLARES

publicado por : Ivana Jatoba

Converter a energia do sol em energia elétrica está mais prático e mais fácil. Mais uma inovação sustentável no mercado da construção civil está se popularizando na Europa e Estados Unidos. São as telhas solares ou telhas fotovoltaicas. Se você ainda não teve a oportunidade de vê-las, não se preocupe, pois muito em breve elas serão bastante comuns nos telhados da sua cidade.

Ceará vai produzir gás a partir de lixo coletado em aterros sanitários

A expectativa é que o Gás Natural Renovável comece a ser produzido ainda neste ano

O Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) aprovou, no dia 10 de abril, o projeto que estimula a produção de biogás gerado dentro dos aterros sanitários e usinas de tratamento. O Gás Natural Renovável (GNR), também pode ser chamado de biometano, é produzido em estações de tratamento e aterros sanitários.
Gás Natural Renovável pode começar a ser produzido ainda esse ano (FOTO: Divulgação)
Gás Natural Renovável pode começar a ser produzido ainda esse ano (FOTO: Divulgação)
O processo acontece da seguinte forma: o lixo orgânico depositado nos aterros sanitários, quando em decomposição, libera gás na atmosfera. Esse gás vai ser capturado pelas empresas de tratamento que vão ser montadas dentro dos aterros. A partir disso esse gás passa a ser desintoxicado, gerando o gás natural renovável.

História do Vidro | De onde vem o vidro


Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e os fenícios. Segundo a Enciclopédia Trópico: Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egito, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã).

Projeto incentiva uso de materiais recicláveis na indústria

Iara Guimarães Altafin e Elina Rodrigues Pozzebom

No texto original do projeto, seu autor, senador Paulo Bauer (PSDB-SC), previa incentivos apenas para recicláveis plásticos, mas o relator na comissão, Aloysio Nunes (PSDB-SP), ampliou o benefício para o setor de celulose reciclada, que envolve resíduos de papel e papelão.Projeto que concede incentivo tributário às indústrias que utilizam materiais reciclados como matéria prima ou em processo intermediário na fabricação de seus produtos foi aprovado nesta terça-feira (15) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). De acordo com a proposta (PLS 385/2012), terá crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a empresa que adquirir materiais reciclados de plástico, papel, cartão e outras fibras celulósicas.

Bauer argumenta que a indústria de reciclagem enfrenta dificuldades pelos custos do processo de coleta e separação, que é intensivo de mão de obra, comprometendo sua competitividade. Para o autor, o apoio do setor público é vital para que reciclagem de materiais possa se tornar uma alternativa ao desperdício e à poluição.

TCC sobre reciclagem de lâmpada rende R$ 60 mil por mês a engenheiro


Larissa Coldibeli
Do UOL, em São Paulo
Um TCC (trabalho de conclusão de curso) para a pós-graduação em gestão de negócios foi transformado na empresa que hoje é fonte de renda do engenheiro eletrônico Rodolfo Ferraz, 42.
  • Divulgação
    Rodolfo Ferraz trabalha com reciclagem de lâmpadas
O trabalho, apresentado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, era um plano de negócios para a criação da companhia fictícia Green Company, de reciclagem de lâmpadas. A tese foi elogiada pelo professor, que recomendou que o projeto saísse do papel. E foi o que fez  Ferraz em 2009.
A ideia de tirar o trabalho acadêmico do papel surgiu depois que o engenheiro fez uma análise detalhada de mercado e viu que poucas empresas atuavam na área de descarte e destinação correta dos componentes de lâmpadas.
Hoje, a empresa que é de São Paulo fatura R$ 60 mil por mês. Entre os clientes da companhia estão universidades, hospitais, hotéis, shopping centers e grandes redes varejistas. A companhia atua somente na capital e na grande São Paulo.
A empresa processa a média de 80 mil lâmpadas por mês. O custo do serviço é de R$ 0,75 por unidade. As grandes companhias pagam por esse serviço porque são obrigadas, por lei, a descartar de forma correta todo o tipo de resíduo (industrial, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores de mercúrio etc.).
A coleta das lâmpadas é feita quando o cliente tem, no mínimo, 500 unidades para descartar, segundo Ferraz. "Mas geralmente eles pedem para retirarmos quando acumulam aproximadamente  2.000", diz.

Produção mais Limpa = PL

"Produção mais Limpa (P+L) é a aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva integrada, aplicada a processos, produtos e serviços, para aumentar a eficiência global e reduzir riscos para a saúde humana e o meio ambiente. A Produção mais Limpa pode ser aplicada a processos usados em qualquer indústria, a produtos em si e a vários serviços providos na sociedade.

Para processos produtivos, a P+L resulta em medidas de conservação de matérias-primas, água e energia; eliminação de substâncias tóxicas e matérias-primas perigosas; redução da quantidade e toxicidade de todas as
emissões e resíduos na fonte geradora durante o processo produtivo, de modo isolado ou combinadas;

Para produtos, a P+L visa reduzir os impactos ambientais e de saúde, além da segurança dos produtos em todo o seu ciclo de vida, desde a extração de matérias- primas, manufatura e uso até a disposição final do produto;

Para serviços, a P+L implica em incorporar a preocupação ambiental no projeto e na realização dos serviços".


A P+L, quando devidamente implementada, resulta nos seguintes benefícios:
• aumento da rentabilidade do negócio;
• melhoria da imagem corporativa e apoio em ações de marketing;

PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO PARA ECONOMIA DE ENERGIA

O consumo de energia dentro deve ser controlado como qualquer outro elemento de custo dentro da sua Empresa. E também da sua casa.
Um programa bem elaborado de manutenção é um ponto importante de qualquer política de utilização racional de energia elétrica. 

Só é possível administrar o que é medido e quantificado (sábio ditado, não?!). A primeira etapa consiste em implantar meios que permitam a medição e monitoramento dos consumos de energia.

Com as medições, podemos identificar:
  • Dimensionamento de subestações e circuitos elétricos com análise de falha, perda e desperdícios;
  • Entrada de Energia e Transformação;
  • Condições de cabos;
  • Ar condicionado, com manutenção e eficiência;
  • Conforto térmico com isolantes externos;
  • Combustível de geradores;
  • Tipo de lâmpadas utilizadas;
  • Tipos de Equipamentos;
  • Momento de pico de consumo entre 18 e 20 horas – análise de utilização.

Em busca da cana-energia



Karina Toledo, da Agência FAPESP

Dentro de uma década, a cana-de-açúcar poderá ser uma planta muito diferente. Mais resistente à seca e menos dependente de fertilizantes e defensivos. Com maior teor de fibras e uma parede celular mais fácil de ser rompida para favorecer a obtenção de etanol também do bagaço. Teor de sacarose maior ou menor, de acordo com a necessidade de uso.

No que depender dos projetos de melhoramento conduzidos no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), em cerca de dez anos a planta terá de mudar seu nome para “cana-energia”.
“Nosso objetivo maior é aumentar a produção de etanol e de biomassa com o menor impacto ambiental possível. E isso inclui o adequado uso da terra, da água e redução das emissões de poluentes”, disse Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da coordenação do BIOEN.
Nos dias 6 e 7 de novembro, durante o “Workshop BIOEN de Pesquisa”, Souza e outros pesquisadores que integram o programa apresentaram um panorama dos principais resultados alcançados nos últimos quatro anos.

Subprodutos da produção de bioenergia geram materiais recicláveis para a indústria


Fernando Cunha, da Agência FAPESP

Pesquisa em cooperação entre as empresas Plasmacro, do Brasil, e Casco, do Canadá, investiga processos inovadores para a reciclagem dos resíduos da produção de biodiesel e seu uso na indústria de material elétrico e outras aplicações.
As investigações estão sendo realizadas com apoio obtido por meio do acordo firmado entre a FAPESP e a International Science and Technology Partnerships Canada Inc(ISTPCanada).
Alguns resultados do projeto em andamento foram apresentados e discutidos com uma plateia de pesquisadores brasileiros e canadenses presentes ao primeiro simpósio da FAPESP Week 2012, em Toronto, Canadá, em 17 de outubro.
Os objetivos principais do projeto apoiado pelo acordo binacional são desenvolver processos para recuperação de resíduos da produção de biodiesel, usar o glicerol bruto – um desses resíduos – como um plastificante na indústria de papel e obter compostos de amidos termoplásticos com PVC reciclado para moldagem, por injeção, de material elétrico e também bioplásticos para fabricação de embalagens descartáveis de alimentos.
De acordo com Carlos Correa, da Plasmacro, o crescimento da produção de biodiesel – que passou de 404 mil metros cúbicos (m3) em 2007 para 2,7 milhões m3 em 2011 – ampliou a quantidade de glicerol obtida e as perspectivas de sua utilização na indústria.
Além das aplicações tradicionais em embalagens de medicamentos, amaciantes de fibras têxteis, fabricação de nitroglicerina, há novas aplicações possíveis, como a produção de ração animal, propeno para plásticos, aditivos anticongelantes para uso em radiadores de automóveis e outros.
Os objetivos da Casco são desenvolver tecnologias para obtenção de amido biomodificado. Segundo o gerente sênior, Andre Leclerc, a empresa procura desenvolver um novo nicho de mercado na área de biotecnologia para diversificar sua produção.
“Para isso, a Casco quer conseguir compostos com as proporções ideais de subprodutos do biodiesel e outros componentes para obter produtos finais com boa aparência, homogeneidade, boa absorção de umidade e deformação, estabilidade física e custo final competitivo”, disse Leclerc.
Outro desafio para o projeto é ampliar ao máximo o uso de glicerol bruto em compostos com PVC e outros termoplásticos. A atual capacidade global instalada para a produção de PVC está em torno de 47,5 milhões de toneladas métricas por ano e deve crescer para 59,1 milhões de toneladas métricas em 2020, segundo Correa.
“Apenas a Braskem está produzindo mais de 1 milhão de toneladas de resina de PVC por ano no Brasil e o setor da construção consome atualmente 75% da produção de todo o PVC no país. Esse índice vem crescendo diante de grandes incentivos existentes no Brasil”, disse.

Ônibus que poluem 90% menos começam a circular em Curitiba

Enviada: Sex Set 28, 2012 10:06 am

Ônibus que poluem 90% menos começam a circular em Curitiba 

Hibribus é movido a eletricidade e a biodisel; é o 1º modelo feito no Brasil. 

São Paulo também terá 'ônibus ecológico' na frota. 

Image
Hibribus polui 90% a menos que os modelos convencionais, que têm somente motor a diesel 
(Foto: Ito Cornelsen/ Divulgação Volvo) 

A partir de sábado (29), os primeiros ônibus híbridos produzidos no Brasil começam a circular em Curitiba. Os veículos movidos a eletricidade e biodiesel, chamados hibribus, reduzem 90% a emissão de poluentes, na comparação com os ônibus que circulam atualmente, e 35% o consumo de combustível. 

Além disso, o hibribus é mais silencioso, não emite ruídos em cerca de 30% do tempo de operação. O modelo é fabricado na unidade da montadora Volvo em Curitiba, a primeira a produzir o hibribus fora da Suécia, sede mundial da marca.

Bunge certifica duas de suas usinas com o selo Bonsucro


A Bunge, grande empresa de agronegócios e alimentos do Brasil desde 1905, conquistou em 2011 a certificação Bonsucro para duas de suas Usinas no Estado de São Paulo: Moema e Frutal. Ambas com capacidade de oferecer juntas ao mercado 200 milhões de litros de etanol e 65 mil toneladas de cana-de-açúcar.

A Bonsucro, com sede em Londres, nasceu a partir da BSI (Better Sugar Initiative), buscando trazer padrões sustentáveis na indústria sucroalcooleira. Para obter o selo, o interessado passa por uma série de auditorias para verificar sua aderência às normas ambientais e trabalhistas, além de avaliar criteriosamente o processo produtivo de açúcar e álcool, garantindo que não ocorram desperdícios e que o produto seja de primeira qualidade. Ao todo, são avaliados 69 indicadores.

Designer brasileiro cria bicicleta de bambu e ainda ajuda comunidade carente


O designer carioca Flavio Deslandes mora na Dinamarca a mais de dez anos, lá ele desenvolveu uma bicicleta com o quadro de bambu. Chamadas de Bamboobikes ou Bambucicletas, no Brasil, essas bikes são muito resistentes. "Essas bicicletas podem durar até 20 anos", diz o designer. Além disso, Deslandes concedeu um modelo que é produzido por jovens estudantes da cidade de São Paulo.
Interessados podem entrar em contato através dos links abaixo:
Bambucicleta: www.bambucicletas.com
Flavio Deslandes: www.flaviodeslandes.com
Fotos: divulgação


Biopolímeros, o sonho da petroquímica verde

Fabiana Frayssinet, do IPS
O Brasil é o maior produtor mundial de biopolímeros, cuja produção emite menos gases-estufa do que os derivados dos hidrocarbonos. Mas os “plásticos verdes” obtidos da cana-de-açúcar também têm seu sabor amargo. A fábrica que marcou o salto na produção para escala industrial do polietileno verde foi instalada em 2010 no Polo Petroquímico do Sul, localizado em Triunfo, no Rio Grande do Sul, com capacidade anual de 200 mil toneladas.

Belo Monte parou!!


Biopolímeros, o sonho da petroquímica verde
Fabiana Frayssinet, do IPS
O Brasil é o maior produtor mundial de biopolímeros, cuja produção emite menos gases-estufa do que os derivados dos hidrocarbonos. Mas os “plásticos verdes” obtidos da cana-de-açúcar também têm seu sabor amargo. A fábrica que marcou o salto na produção para escala industrial do polietileno verde foi instalada em 2010 no Polo Petroquímico do Sul, localizado em Triunfo, no Rio Grande do Sul, com capacidade anual de 200 mil toneladas.

 
Eco Harmonia