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No Dia Mundial do Meio Ambiente, saiba quanto cada marca produz de plástico

Lixo plástico na Holanda Foto: Bloomberg / Bloomberg

Bloomberg

05/06/2019 - 17:11 / Atualizado em 05/06/2019 - 18:25



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PARA OUVIR O ÁUDIO - LINK O GLOBO ECONOMIA
WASHINGTON - A repressão global ao lixo plástico é tema recorrente quando se fala de preservação do meio ambiente. Relatório divulgado pela Fundação Ellen MacArthur, entidade filantrópica britânica, nesta quarta-feira - Dia Mundial do Meio Ambiente - mostra como empresas e governo estão combatendo a poluição que tem como origem o produto. Segundo o documento, 31 marcas concordaram em divulgar a quantidade de plástico que produziram no ano de 2017.



A produção de embalagens plásticas da Coca-Cola, por exemplo, foi de 3 milhões de toneladas naquele ano, enquanto a da Nestlé foi de 1,7 milhão de toneladas. A Danone despejou no meio ambiente 750 mil toneladas, enquando a Unilever 610 mil.




A fundação está fazendo um apelo para que outras empresas divulguem sua pegada plástica (que mede a quantidade de plástico usado por determinada indústria em suas atividades). Mais de 150 companhias já aderiram ao compromisso global de reduzir a poluição com origem nesses produtos.

Petroquímicas


Refinaria de petróleo da Saudi Aramco Foto: Ahmed Jadallah / Reuters
Refinaria de petróleo da Saudi Aramco Foto: Ahmed Jadallah / Reuters
Ao mesmo tempo em que o mundo se esforça para se livrar dos combustíveis fósseis, as companhias de petróleo têm se voltado para o plástico como a chave para seu futuro. Agora, até isso parece excessivamente otimista.

Mas as campanhas contra o uso de produtos plásticos ameaçam tomar grande parte do crescimento da demanda, justamente em um momento em que empresas de petróleo como a Saudi Aramco investem bilhões em ativos plásticos e químicos. A Royal Dutch Shell Plc, a BP Plc, a Total SA e a Exxon Mobil Corp. estão aumentando os investimentos no setor.

A ênfase renovada na reciclagem e a disseminação da proibição de alguns tipos de produtos de plástico poderiam reduzir o crescimento da demanda por insumos para um terço de seu ritmo histórico, cerca de 1,5% ao ano, disse Paul Bjacek, diretor da consultoria Accenture Plc.

No entanto, as refinarias já veem como seu refúgio seguro contra as perspectivas enfraquecidas de combustível, garantindo que terão um mercado mais robusto para seus hidrocarbonetos. A mudança é mais aparente na Saudi Aramco, a maior companhia petrolífera do mundo, que em março concordou em pagar US $ 69,1 bilhões por uma participação majoritária na produtora de produtos químicos Sabic, da Arábia Saudita, ao investir mais bilhões para expandir a produção química em todo o mundo.

Novas refinarias de petróleo estão sendo projetadas para produzir menos combustível e mais produtos químicos. A China está liderando o caminho, com mais de US $ 100 bilhões investidos em projetos de produtos químicos para petróleo nos próximos cinco anos, segundo analistas do Citigroup Inc., liderados por Horace Chan.

Vilão ou mocinho?

É barato. Pode ser moldado em todos os tipos de formas e texturas, tingido de qualquer cor ou ser transparente. Ao contrário do vidro ou da cerâmica, o plástico é flexível e não quebra facilmente, e não apodrece nem corrói como madeira ou metal. Essas qualidades o tornam ideal para uso em sacolas de compras, canudinhos, pára-choques de carros, canos de água e até tinta.

Por outro lado, como a maioria dos plásticos não é biodegradável, está literalmente conosco para sempre. Quase 80% de todos os plásticos produzidos são enterrados em aterros sanitários, espalhados pelas paisagens do mundo ou à deriva nos mares, onde podem capturar a vida marinha ou serem devorados, ferindo e, às vezes, matando criaturas.

A crescente preocupação com esse impacto e os possíveis efeitos na saúde humana provocaram novas restrições, particularmente em plásticos de uso único, em todo o mundo. Os céticos dizem que os materiais alternativos exigirão pelo menos um preço tão alto quanto o meio ambiente.

Fonte: O Globo Economia

Plano Verão minimiza os problemas do clima extremo na cidade neste ano

08/04/2019 - 15:59

Mesmo enfrentando um clima extremo nesta última estação, marcado por chuvas intensas e elevado número de tempestades, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) avalia que conseguiu alcançar bom resultado com o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), denominado Plano Verão. As ações de prevenção realizadas, como limpeza de córregos e bueiros e monitoramento de áreas de risco possibilitaram minimizar os problemas à população.

Segundo balanço do órgão, divulgado nesta segunda-feira (8), de 1º de novembro do ano passado até o último dia 31 foram registradas 858 ocorrências, totalizando 7.871 pessoas atendidas, das quais 5.300 receberam doações. A Compdec recebeu 4.360 pedidos de ajuda por meio do telefone 199.

Durante esse período também foram registradas 202 quedas de árvores e 143 pontos de alagamento. As regiões com maiores índices pluviométricos registrados na cidade foram: Centro, 1.350,6 mm; Cumbica, 1.314,8 mm; Soberana, 1.126,4 mm; Fortaleza, 1.075,1 mm; Aracília, 1.046,4 mm; Bonsucesso, 968,7 mm; Lavras-Soberana, 950,2 mm; Nova Cidade, 823,6 mm; e Cecap, 524.9 mm.

Plano Verão

O Plano Verão consiste em mobilizar todos os serviços públicos no mapeamento de áreas de risco e reforço do alerta às causas naturais que podem ocasionar desastres durante os meses do ano que costumam registrar maior precipitação chuvosa. 

Como medida preventiva, forças-tarefa da Prefeitura determinam ações para evitar alagamentos, desmoronamentos, deslizamentos e patologias da construção, como desassoreamentos de córregos, orientação a moradores, cadastros em programas sociais e de habitação, limpeza de pontos irregulares de acúmulo de resíduos, poda e retirada de árvores, entre outros.

Temporal provoca transtornos por mais de 24 horas em São Paulo

Voos no aeroporto de Congonhas são cancelados ou partem com horas de atraso. Nas ruas, longos trechos de alagamentos param o trânsito.
01/12/2018 20h59 Atualizado há 20 minutos

Temporal provoca transtornos por mais de 24 horas em São Paulo


Jornal Nacional




Temporal provoca transtornos por mais de 24 horas em São Paulo

Vinte e quatro horas depois, a Grande São Paulo ainda sente os efeitos do temporal que atrasou e cancelou voos e produziu prejuízos em quase toda a região. O sábado ficou com cara e trânsito de dia de semana.

De longe, parece só um rio cortando a mata. Mas basta olhar de perto para notar que o tapete que se formou é um monte de lixo acumulado no leito do rio Juqueri, que atravessa várias cidades paulistas. As consequências do descaso do homem e do temporal de sexta-feira à noite (30).

A chuva que atingiu a Grande São Paulo durou 16 horas. Por causa dos alagamentos, um trecho da Rodovia Anhanguera, que liga a capital ao interior, ficou 10 horas interditado.

A situação também ficou complicada em Caieiras, na região metropolitana. O repórter Alan Severiano sobrevoou a cidade a bordo do Globocop. Às 11 da manhã, ainda era possível ver as consequências do temporal. Caminhões ilhados no meio do alagamento e um campo de futebol também ficou debaixo d’água. Ao lado do campo, um centro de eventos da cidade também ficou ilhado. E uma fila de pessoas em mutirão tentava retirar material do local. Um ciclista quase foi engolido por tanta água.

Quando a água baixou, foi a lama que tomou conta das ruas e calçadas. Ficou no caminho de quem precisava chegar até a estação de trem, em Franco da Rocha.

Dentro das lojas, não tinha cliente, só funcionários trabalhando para dar conta da sujeira.

“Todo mundo perdeu tudo, o rapaz da lanchonete perdeu a lanchonete inteira. A minha loja eu perdi tudo”, diz a lojista Janaína Campos.

Os efeitos do temporal também foram sentidos na capital paulista. A cidade de São Paulo teve um sábado atípico, com registro de 80 quilômetros de congestionamento pela manhã. Principalmente porque vários trechos da Marginal Tietê, uma das vias mais importantes, ficaram alagados.

“Um motoqueiro que me ajudou a tirar o carro do meio da água. Senão a água tinha me levado acho que até embora”, conta o auxiliar de enfermagem Rafael Silveira.

Com os carros ilhados, o helicóptero da polícia precisou pousar na pista para resgatar um homem que tinha que correr para o hospital. Ele era candidato a uma cirurgia urgente de transplante de rim, que acabou não acontecendo porque ele não era compatível.

Rafael, de três anos, também foi transportado pelo helicóptero da polícia. O menino precisava fazer hemodiálise e por causa das interdições provocadas pela chuva, foi voando de São José dos Campos para o tratamento.

As interdições na pista também prejudicaram a chegada e saída dos ônibus no maior terminal rodoviário da América Latina, o Tietê.

Viajar pelo ar também não foi nada fácil neste sábado. "Devido aos problemas meteorológicos na cidade de São Paulo, várias tripulações não conseguiram chegar", anunciava o aeroporto de Congonhas.

Sem avião para embarcar tanto passageiro, o saguão do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou lotado.

“Está todo mundo aqui perdido sem saber nada de nada”, reclamava a aposentada Veronica Torreão.

Segundo a Infraero, foram 21 voos cancelados e 108 atrasados até às 18 horas. O professor Roni da Silva esperava há quase 15 horas para viajar.

A diretora de escola Edicleusa Al Kalah tentava explicar ao telefone porque não conseguiria chegar ao casamento do sobrinho, no Paraná. “O voo era às sete, passou para 8h20, passou para 9h20, passou 10h20, passou pra uma hora, duas horas e aí que cancelaram", diz.

O problema em São Paulo se refletiu em Brasília, Porto Alegre e no Rio de Janeiro, nos dois aeroportos: Santos Dumont e Tom Jobim. Era onde o estava o professor Clóvis, tentando chegar a São Luís. “Nós estamos para concluir 30 horas de voo”, disse.

A informação que mais preocupa realmente os passageiros é quando aparece escrito ‘procure a companhia aérea’. Essa é a razão de uma grande fila. Tem gente que deveria embarcar para voos para Salvador, Rio de Janeiro e também para Curitiba, caso de um grupo que deveria ter embarcado às sete da manhã.

E esperaram muito mais. A equipe do JN acabou encontrando o grupo mais tarde. Depois de sete horas no aeroporto, não teve outro jeito: “Desistimos de esperar. A gente preferiu alugar o carro e seguir viagem. Final de semana quer ficar com a família em casa, vamos seguir a estrada”, afirmou o contador Alexandre Locatelli.

Fonte: G1 

4 razões para se preocupar com a gestão de resíduos em sua empresa


4 razões para se preocupar com a gestão de resíduos em sua empresa


De acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, nosso país produz cerca de 2,7 milhões de toneladas de resíduos perigosos por ano. Isso significa que desenvolver um trabalho de gestão de resíduos não é um diferencial para as empresas, mas sim uma responsabilidade social na comunidade em que desempenham as suas funções.

Sendo assim, a gestão de resíduos pode ser conceituada como um conjunto de ações que são planejadas e adotadas pelas empresas para não apenas reduzir e eliminar resíduos gerados, mas também para ter um acompanhamento mais completo no ciclo produtivo, identificando práticas que podem contribuir para a preservação ambiental.

Mas como, de fato, desenvolver um projeto de gestão de resíduos em uma indústria? A resposta para essa pergunta é simples: reproduzindo aquilo que faz a natureza, ou seja, reutilizar os resíduos em outros subsistemas, garantindo assim a geração de um ambiente sustentável.

Para que você entenda mais sobre o assunto, desenvolvemos uma série de tópicos com 4 razões para se preocupar com a gestão de resíduos em sua empresa. Confira, a seguir.
1. É importante para a empresa

A importância da gestão de resíduos para as empresas, sobretudo as indústrias, se justifica por um conceito conhecido por 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. Trata-se de um método em que os Rs servem como diretrizes a serem seguidas em todos os processos produtivos da organização.

Desse modo, se uma indústria utiliza plástico na produção de um produto, por exemplo, pode usar o refugo ou retalhos que sobram após o término da fabricação para desenvolver produtos recicláveis. É possível até mesmo reprocessar esse material para que ele seja utilizado na produção de novas peças. Isso é pensar e agir com sustentabilidade, que, além de preservar o meio ambiente, também diminui os gastos da organização, uma vez que haverá diminuição no valor pago por matéria-prima.

A empresa também pode tirar proveito desse tipo de programa de controle de resíduos com ações do chamado marketing ambiental ou marketing verde, que consiste no processo de fabricação e venda de produtos sustentáveis. Isso também permite que as organizações utilizem técnicas de publicidade e propaganda para divulgar aos seus públicos o seu método de trabalho ecologicamente correto, conquistando assim mais credibilidade e uma imagem positiva no mercado.

Outro ponto que pode ser explorado é a adequação para a ISO 14.000, que tratam sobre sistemas de gestão ambiental. Assim, também é possível divulgar essa certificação aos clientes, comprovando que a empresa se preocupa com as questões ambientais.
2. Evita problemas para a organização

Atentar para os cuidados necessários com resíduos também é importante para que a empresa siga a legislação de forma correta. A Lei nº 12.305/10 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, citando uma série de normativas que as indústrias devem seguir para o correto manejo dos resíduos. Caso a lei não seja cumprida corretamente, a empresa pode arcar com as consequências, tendo que pagar multas ou até mesmo ter as suas atividades suspensas.

A lei é bastante ampla e engloba regulamentações a serem adotadas pelas empresas fabricantes de embalagens, de pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, produtos eletroeletrônicos, produtos para agricultura, entre outras. Por isso, ela deve ser analisada e lida com atenção pelo responsável pela coordenação da gestão de resíduos e também pelo setor jurídico da organização.
3. Possibilita a prevenção de danos para a sociedade e o meio ambiente

Até poucos anos atrás, quando não havia uma legislação mais rígida sobre a prevenção ambiental, era comum vermos empresas não se preocuparem com essas causas, descartando materiais ou resíduos tóxicos na natureza, por exemplo. Essa prática trazia danos para os ecossistemas e também para os moradores de áreas próximas ao descarte, que eram obrigados a sobreviver com o mau cheiro.

Apesar de, atualmente, as leis serem mais rigorosas, ainda existem algumas indústrias que não atentam para as questões ambientais e deixam de investir em programas de prevenção, muitas vezes não por má índole, mas por falta de conhecimento ou por ter uma cultura organizacional muito enraizada e que ainda não tem como uma norma fazer a gestão de resíduos.

Por isso, é relevante que essas empresas tenham a consciência de que, ao desenvolver um plano de controle de resíduos, não cumprirá apenas uma obrigação, mas sim contribuirá para uma sociedade melhor, bem como ajudará na preservação dos recursos naturais, algo que deveria ser do interesse de todos.
4. A gestão de resíduos é um processo simples de ser implementado

Apesar de parecer complexo em um primeiro momento, desenvolver um plano de gestão de resíduos é algo simples e que, se feito corretamente, pode passar a fazer parte do DNA da empresa, de modo que todos os colaboradores estarão conscientes sobre o seu papel no processo. Para isso, é necessário seguir 3 diretrizes básicas:
Caracterização

Nesse momento a empresa deve caracterizar os aspectos biológicos, físicos e químicos daquilo que precisa descartar. Os resultados dessas análises serão utilizados para saber qual destino dar a cada tipo de material.
Classificação

No momento da classificação deve-se fazer uma listagem com todos os materiais e substâncias que a empresa utiliza, bem como os riscos que eles podem causar à saúde pública e ao meio ambiente. Assim, todos os resíduos podem ser gerenciados corretamente.
Laudo de classificação

O laudo de classificação é um documento que identifica os materiais descartados pela empresa quanto ao enquadramento de resíduos, seguindo sempre os preceitos da NBR 10004/04. Esse documento deve ser sempre feito por um profissional habilitado, geralmente engenheiros ambientais.

De maneira geral, podemos dizer que as empresas têm diversas razões para se preocupar com a gestão de resíduos, uma vez que os impactos dessa prática não refletem apenas nelas, mas sim em toda uma sociedade.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a importância da gestão de resíduos, que tal continuar aprendendo sobre o assunto? Para isso, recomendamos a leitura de nosso artigo “O que é a política nacional de resíduos sólidos?”. Temos certeza de que essa leitura também será muito produtiva para a melhoria dos processos da sua empresa!
Fonte : Neuplast

Só o discurso é lindo - Na vida real, a indústria da reciclagem é tratada com indiferença

Na vida real, a indústria da reciclagem é tratada com indiferença



Embora endeusada nos palanques verdes, o setor de reciclagem de plásticos trafega com cores bem menos charmosas em seu dia a dia, seja por razões inerentes à própria indústria, caso da presença de paraquedistas despreocupados com a excelência na produção, e por motivos notados fora dela, como a carga tributária e a instabilidade no fluxo de suprimento da matéria-prima a ser recuperada. Sem papas na língua, bem ao seu estilo, Paulo Francisco da Silva, diretor comercial da recicladora Neuplast e sumidade no ramo, descasca o abacaxi da realidade do setor nesta entrevista.

PR – Como o poder público enxerga a indústria recicladora?
Silva – A reciclagem vem sofrendo ataque do governo em todas as esferas- federal, estadual ou municipal –, na forma de negativas de desoneração de folha, a não concessão de ICMS subsidiado pelo governo de São Paulo, pela não implantação das coletas seletivas previstas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e não cumpridas pelas prefeituras e, pior ainda, com a anuência do governo federal que prorroga ao máximo essa situação e já lá se vão mais de quatro anos da promulgação da lei. Fala-se muito de atitudes e posicionamento ambientalmente corretos, a chamada onda verde, com lindos eventos em Brasília, na frente parlamentar e por aí vai. Na prática, os chamados agentes ambientais que somos nós, os recicladores, temos de suportar o tratamento dispensado a “lixeiros”, do tipo assim: “precisamos de vocês para retirarem nossos descartes mal cheirosos, mas não os queremos ver”. Até mesmo uma identidade tributária própria nos é negada e, com isso, não temos uma classificação fiscal de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) específica para a atividade de reciclagem. Continuamos atrelados ao código NCM da petroquímica

PR – Quais os principais entraves relativos aos custos de produção do reciclador?
Silva – As sucatas ainda estão pesando muito na planilha de custos dos materiais reciclados. A atual redução da atividade industrial diminui muito a oferta de refugo pós industrial ao mercado de reciclagem.
Outra dor de cabeça nos custos: a mistura de materiais de diversas partes do mundo, com catalisadores metálicos diferentes entre si e que nos chegam como sucata pós-consumo (lixo doméstico). Isto porque, além de muito úmida devido ao clima tropical, a sucata plástica brasileira vem em geral mesclada com restos de lixo orgânico, sem falar na mistura de materiais diferentes e por vezes incompatíveis na reciclagem mecânica, a exemplo de PET com polipropileno (PP). Em média, temos de 30% a 35% de quebra de produção na utilização dessa matéria-prima para podermos dar garantia aos reciclados que fornecemos. Claro que isso encarece muito os custos e o preço final para o cliente.

PR – E qual o peso da energia elétrica?
Silva – É outro fator que nos mata lentamente. Analisando as contas de energia elétrica, de novembro de 2014 a outubro de 2015, constamos aumento de 59%. Porém, as operadoras passaram, de forma unilateral todos os grandes consumidores da bandeira verde para a vermelha e, assim, os reajustes foram a absurdos 136%, incluindo os citados 59%. Some-se a isso a queda no nosso consumo e teremos então um incremento que beira os 210% no KW/h.

Para a boa reciclagem da lei

A revisão em curso da Política Nacional de Resíduos Sólidos depende de uma percepção melhor da realidade

A lei 12.305, denominada lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), entrou em vigor em 3 de agosto de 2010. Como se sabe, o objetivo principal da norma é a proteção da saúde pública e da qualidade ambiental. Atendendo ao que há de mais moderno em matéria de sustentabilidade como novo paradigma das relações jurídicas, a lei considera, em todo o seu texto, as variáveis social, cultural, econômica, tecnológica e ambiental, para nortear a gestão dos resíduos sólidos e dos rejeitos.

Tubos de pasta de dente passam por reciclagem

O que você faz com os tubos de pasta de dente quando estão vazios? Joga no que chamamos de lixo? Esses recipientes são pequenos, mas muito prejudiciais ao meio ambiente. Sua composição é 75% de plástico e 25% de alumínio e levam até 500 anos para se decompor.

Se descartado de forma adequada, os tubinhos vilões, podem ser reciclados se transformando em objetos e materiais resistentes, de qualidade e reutilizáveis, podendo ser em usados na Construção Civil, na Arquitetura, em Ambientes diversos, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental do Planeta Terra. Veja o que pode ser feito de forma espetacular com conceito ecológico:




Fonte : Blog Unimed

Unilever desafia famílias brasileiras a viverem de forma sustentável por meio do desafio Sunlight.



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Unilever desafia 13 famílias brasileiras a viverem de forma sustentável por meio do desafio sunlight.

Vídeo : Licença padrão do YouTube

Fonte Oficial : Avesso

Família Gangsters - Reciclar Você - (CLIPE OFICIAL)


Download the CDs at: http://www.familiagangsters.mus.br
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MUSIC+ATTITUDE=REVOLUTION
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DOWNLOAD THE MUSIC:
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Novo clipe da FAMÍLIA GANGSTERS!
DIVULGUE ESSA IDEIA!! #reciclarvoce

O primeiro clipe do novo álbum REGIONAVE a ser lançado no segundo semestre!

Feito para valorizar os carroceiros e catadores de SP e do MUNDO - um dos trabalhos mais dignos que se pode ter hoje em dia!

Divulgue essa ideia!!
COMPARTILHE O LINK!!

Produzido por:
Ao Redor Produções
Duca Filmes

Direção:
Andre Leon Mosditchian
Mauro Moreira

Fotografia:
André Vilela D'Elia
Federico Dueñas

Argumento:
Zé Luis Grilo

Produção:
Digo Castello
Zé Luiz Grillo

Catador:
Marcelão

Arte:
Mundano

Figuração:
Ana Lucia Torre - (Avó Malencarada)
Marcos e André Lobo (netinhos)
Felipe Goiaba (executivo)
Lucas "Tuti" Montanari (skatista)
Pedro Montanari (motorista bravo)
Davi de Freitas e Lara Paulaskas (casal apaixonado)
Thiago "Mundano (graffiteiro)
Marcos Mossi (ciclista)
Felipe Gomide (carinha da casa reciclando)
Pedro Lobo (carinha no ponto de ônibus)


Família Gangsters:
Felipe Gomide
Marcos Mossi
Pedro Lobo
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    Licença padrão do YouTube

História do Vidro | De onde vem o vidro


Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e os fenícios. Segundo a Enciclopédia Trópico: Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egito, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã).

1º Encontro de diálogo entre os parceiros do Projeto Consumo Sustentável e Ação em Resíduos Sólidos na Subprefeitura da Lapa

No dia 21 de novembro, os parceiros do Projeto Consumo Sustentável e Ação em Resíduos Sólidos na Subprefeitura da Lapa se reuniram pela primeira vez. Houve uma apresentação de todos aqueles que já assinaram a carta de parceria e também uma nova apresentação do que será o projeto e seu desenvolvimento pela consultora Gina Rizpah Besen. Foi destacada a importância da comunicação, que conterá o folder com o mapa da subprefeitura da Lapa e um grande número de informações, e a apontada a importância dos parceiros para a distribuição e disseminação das informações do folder em papel e online.

EIA - RIMA: O que é e para que serve?

De acordo com a Resolução Conama de 1986: 


“Impacto Ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente afetam:


I. a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 

II. as atividades sociais e econômicas;
III. a biota;
IV. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V. a qualidade dos recursos ambientais.”


 
EIA - Estudo de Impacto Ambiental

A RESOLUÇÃO CONAMA Nº 001/86 define que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é o conjunto de estudos realizados por especialistas de diversas áreas, com dados técnicos detalhados. O acesso a ele é restrito, em respeito ao sigilo industrial. No artigo 6° dessa resolução define que o EIA desenvolverá as seguintes atividades técnicas:

I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando:

a) o meio físico - o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d'água, o regime hidrológico, as correntes marinhas, as correntes atmosféricas;

b) o meio biológico e os ecossistemas naturais - a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, de valor científico e econômico, raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente;

O Verdadeiro Ciclo do Lixo


Indústria e agricultura investem no uso da casca de coco como matéria-prima


O Brasil produz dois bilhões de cocos por ano, mas o consumo se restringe à água e à polpa. Aproveitamento das cascas para estofamento de veículos, colchões e substrato para a agricultura, porém, ainda é baixo.

O Brasil produz, por ano, dois bilhões de cocos. O consumo deste fruto largamente encontrado principalmente no nordeste brasileiro, no entanto, limita-se à água e à polpa. A parte dura e fibrosa, que representa 80% do peso total do fruto, acaba virando lixo. Isso quer dizer que, para cada coco consumido no país, um quilo e meio de lixo é gerado.
A casca de coco pode levar até dez anos para se decompor, mas desponta agora como uma fonte de matéria-prima interessante para a indústria da reciclagem. Estofamento de veículos, colchões, palmilhas, material de jardinagem, substrato para a agricultura: são muitas as possibilidade de aproveitamento.
Estimativas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam um volume de 3 milhões de toneladas de resíduos de coco por ano. Embora não existam estatísticas precisas quanto à forma de consumo, parte desse material fica no campo, onde as amêndoas maduras são descascadas. Outra parte, ainda verde, fornece a água de coco, tanto para a indústria como para o consumo na orla de todo o país.

Polícia de Santos utiliza bicicletas de PET para patrulhar


Guarda Municipal está testando uso de bicicletas sustentáveis para realizar a patrulha na orla, na ciclovia e faixa de areia do município

Débora Spitzcovsky, do 
Divulgação/Prefeitura de Santos
Patrulha policial de Santos com bicicletas recicladas de garrafa PET
Patrulha policial de Santos com bicicletas recicladas de garrafa PET
São Paulo - A Guarda Municipal da cidade de Santos, em São Paulo, está testando o uso de bicicletas sustentáveis, feitas a partir de garrafas PET, para realizar a patrulha policial na orla, na ciclovia e na faixa de areia do município.

Brinquedos sustentáveis para ensinar educação ambiental

Vagner Alencar, do Porvir

Duas amigas – uma brasileira e uma chilena – começaram a perceber a infinidade de brinquedos que poderiam criar usando o lixo que encontravam em São Paulo. A inquietação deu vida ao TooDo Eco, uma startup que desenvolve uma metodologia de educação ambiental na qual as crianças montam brinquedos feitos com materiais reaproveitáveis para estimular aspectos como hábitos sustentáveis, curiosidade, trabalho em equipe, aprendizagem na prática. Tudo de forma multidisciplinar, passando por conteúdos que vão desde a origem dos materiais, noções básicas sobre movimento até geometria. Depois de realizar algumas oficinas em colégios do Chile e São Paulo, agora as amigas querem expandir a iniciativa. Para isso, desenvolveram o projeto piloto Mãos Criativas, Cabeça Inteligente, que pretende adotar a metodologia com alunos do 4o, 5o e 6o ano do ensino fundamental de três escolas públicas da capital. A iniciativa, inclusive, está inscrita na plataforma de financiamento coletivo Catarse.


Foto: Diana Helena Lavander

“Estamos levando a metodologia para escolas democráticas, já que nelas as crianças têm autonomia e compartilham processos de aprendizado por meio de projetos baseados em forma multidisciplinar”, afirma a chilena Daniela del Campo Munnich, cofundadora da TooDo Eco, que é também uma das oito selecionadas dentre mais de 70 inscritos para fazer um pitch e apresentar seus negócios durante a sessão Debate entre Empreendedores, Investidores e Especialistas no Transformar 2013 (veja a lista das vencedoras). O evento, realizado pelo Inspirare e Porvir, em parceria com a Fundação Lemann, acontece no dia 4 de abril em São Paulo, e pretende oferecer novas referências e apoiar a sociedade brasileira a continuar avançando no esforço de trazer a educação do país para o século 21.

Vídeos - Aula Qualidade Ambiental Telecurso


Telecurso Profissionalizante: Aula 1 - Qualidade Ambiental: Nesta primeira aula você aprenderá sobre: Estudo do Homem e do Meio Ambiente.

Nesta aula você irá aprender sobre: Poluição da água, diversos tipos de água, Formas de Poluição e Métodos para Tratamento.

São Paulo investe em ecopontos para resíduos de obras de construções




Ecoponto Alberto Badra localizado sob o Viaduto Engenheiro Alberto Badra / Foto: Prefeitura de São Paulo
Onde descartar um antigo móvel ou entulhos de uma obra? Foi a partir deste questionamento que a prefeitura de São Paulo por meio de sua Secretaria Municipal de Serviços (SES), criou ecopontos, onde as pessoas podem direcionar esse tipo de resíduo.
Os postos de entrega voluntária de resíduos foi uma solução encontrada pelo órgão municipal para evitar o abandono do material em terrenos vazios ou em locais públicos, como parques, praças, calçadas e até mesmo em rios, o que ocasiona degradação da paisagem urbana e do meio ambiente.

Projeto de Lei nº. 4552/2012 – Obriga os fabricantes e importadores a procederem à coleta e descarte adequado das lâmpadas de merúrio de baixa pressão


Atenção amigos do Desenvolvimento Sustentável. Fiquem atendo, ou deixe isso por nossa conta, sobre esse projeto de lei. 

As lâmpadas de mercúrio de baixa pressão (lâmpadas fluorescentes, de vapor de mercúrio, de vapor de sódio, de luz mista, etc.) doravante denominadas de lâmpadas fluorescentes, para simplificar o texto, foram inventadas em 1938, e apresentam vantagens incontestáveis em relação às lâmpadas incandescentes. A eficiência luminosa é de três a seis vezes superior à das demais lâmpadas, e apresentam vida útil até 15 vezes maior. Por tais características de economia de energia e durabilidade tornaram-se padrão no uso doméstico e institucional. Respondem hoje por 70% da iluminação artificial no mundo.

Reciclagem de livros didáticos



Agência FAPESP

Quatro milhões de toneladas de papel são recicladas anualmente no Brasil, um volume equivalente a 43,5% do total consumido no país em 12 meses.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), esse número pode aumentar com o melhor aproveitamento de nichos de materiais, como os livros didáticos usados por alunos de escolas particulares e públicas, principalmente as últimas, nas quais os exemplares são repassados no final de cada série a novos alunos e descartados somente após três anos de uso.
Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), quase 138 milhões de exemplares foram distribuídos em 2011. Considerando as características médias do livro, ou seja, papel miolo com gramatura de 75 g/m², formato de 20,5 x 27,5 cm e 200 páginas, um total de 123 mil toneladas de papel tem potencial para reciclagem.
Por conta disso, o IPT realizou um projeto de pesquisa em amostras do miolo e da capa dos livros que mostrou a viabilidade do reaproveitamento do papel em produtos de maior ou menor valor agregado.
O projeto do Laboratório de Papel e Celulose foi proposto para preencher uma lacuna em estudos específicos sobre a reciclagem dos livros didáticos. Grande parte deles é impressa em quatro cores e tem lombada quadrada e miolo fixado com cola de poliuretano.
Para um reaproveitamento eficiente, a reciclagem deve promover a remoção dos pigmentos coloridos e da cola a fim de evitar a criação no papel reciclado dos chamados
De acordo com o IPT, embora represente uma redução no uso de recursos naturais, a reciclagem é um processo mais complexo em comparação à obtenção de fibras virgens porque os papéis a serem recuperados consistem geralmente em uma mistura de diferentes fontes.
Eles têm ainda em sua composição uma série de contaminantes, como corantes, revestimentos, tintas de impressão, laminações e adesivos, e materiais que acabaram sendo misturados durante o ciclo de vida ou coleta, como clipes, arames, elásticos e impurezas.

 
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